ORGULHO CRISTÃO/EVANGÉLICO

ORGULHO CRISTÃO/EVANGÉLICO

Como cristão certamente você não participaria de uma passeata, ou marcha “orgulho gay”, ou  passeata em favor da maconha. Mas se fosse uma passeata com o título – “orgulho cristão/evangélico”, com banda gospel, pastores famosos, no centro da avenida paulista, em São Paulo, ou então no coração de Nova Iorque, no Times Square?  Não tenha pressa em responder! É que, na semana passada, em São Paulo, o vereador Carlos Apolinário, que havia entrado com um projeto de lei na câmara de São Paulo teve sua aprovação para ter um dia especial, o terceiro domingo de dezembro, como o –“dia do orgulho heterossexual”, que segundo ele, será uma forma de chamar a atenção da sociedade para a relevância da família, da moralidade, etc”. Agora, depende apenas de ser sancionada pelo prefeito, para entrar em vigor.

Quando li a notícia pensei: Já pensou se a moda pega? Vereadores e deputados começarem a entrar com estranhos projetos com base no orgulho de segmentos: Orgullho gay; orgulho anti-gay, orgulho heterosexual; orgulho assexual, orgulho homofóbico, etc., depois se espraiando para o mundo político, esportivo, religioso, como o acima citado – orgulho cristão/evangélico. Teria que se criar um – “estádio do orgulho”, onde cada grupo exporia o seu orgulho grupal, enquanto a sociedade perderia o seu rumo, sua sensatez, seus valores, entrando em conflitos infindáveis que não produziriam resultados que esperamos de uma sociedade caracteriza pela justiça, dignidade e respeito ao próximo.

Quanto ao orgulho, que tem o sentido de: amor próprio exagerado, altivez, soberba, ufania, elevado conceito que alguém faz de si mesmo, a procedência é maligna, e os cristãos acima de tudo, devem estar atentos para não reagirem às apologias contrárias aos seus princípios, de forma arrogante e intolerante, mas no modelo claramente evidenciado nos ensinamentos de Cristo. O orgulho é tão cruel, nefasto, fanático e perverso, que até ter orgulho do bom é mau e, do bem, pode ser maligno.

Na oração profética de Ana temos um sábio conselho: “Não multipliquem as palavras de orgulho, nem saia de suas bocas palavras de arrogância, pois o Senhor é Deus sábio; é ele quem julga os atos dos homens”. (1 Sm 2. 3)

Tem muita gente que é “santa de mais”, acima do bem e do mal, e acaba se tornando presa fácil do orgulho, do ódio, mesmo em nome de Deus. Lembremo-nos de que, há um princípio de amor e justiça que deve permear os nossos atos. Acho oportuno citar: “Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda os corações. Exercitar justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício. Olhar altivo e coração orgulhoso, lâmpada dos perversos, são pecado”. (PV 21. 2-4).

Os gálatas eram impetuosos e inconstantes, gostavam de coisas novas e eram muito curiosos e polêmicos. Quando vieram para o seio do cristianismo trouxeram toda esta bagagem cultural e emocional, e como resultado muita contradição em torno de coisas relevantes e triviais. Por causa disso, se feriam mutuamente, então Paulo recomendou: “Irmãos se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o, com o espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado (...), porque se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana” (Gl 6. 1-3)

Portanto, não se deixe influenciar, quanto à postura cristã, com os movimentos político-religiosos, que operam no esquema mundano; porque eles agem com motivações diferentes, daquelas que  fez de você um fiel seguidor de Jesus.

 

Francisco Meirinho

prmeirinho@hotmail.com

www.prmeirinho.zip.net