Blog do Pr. Meirinho


07/09/2011


 
 

UM PROFETA INDIGNADO MOSTRA

O MAIOR DESAFIO DA IGREJA

Quando o Filho do Homem voltar, por ventura haverá fé na terra? Lc 18.8

Estamos vivendo em tempo obscuro, as trevas cobrem a terra. O chamado avivamento espiritual está mais para modismo espiritual e oportunismo espiritual do que conversão genuína, movida por convicção de pecado. Estamos vivenciando um processo contínuo de relativização do absoluto e absolutização   do relativo.  No cristianismo hodierno, o mais importante é conquistar, ter, abrir o mar,  custe o que custar; romper as barreiras e levantar a bandeira como um vencedor, mesmo que custe e comprometa as verdades de Deus e a vida eterna...

Assim, temos os cristãos pobres que estão “debaixo de maldição” e os prósperos que foram “agraciados por Deus”.  A Fé tornou o maior mercado de todos os tempos.  As indulgências voltaram com uma roupagem requintada, onde muitos parecem acreditar que conseguem enganar até o próprio Deus. Os “heróis da fé“ de hoje são homens que conseguem enganar o maior numero de pessoas, manipulando-as para seu bel prazer:  concedendo-lhes força política, poder financeiro, status,  tudo em nome de Deus.

Quem disse que esses “heróis da fé” estariam  preocupados com a alma do pecador?  (.....rsrsrs), quem disse que estariam preocupados com os pobres, mendigos, descamisados, excluídos? Sim,  preocupados com sua reputação,  com a receita volumosa para a “evangelização”, preocupados com o seu sucesso ministerial, preocupados com o seu divinismo mascarado, santidade luciférica, até que pesados se tornam demasiadamente  na balança e venham ser achados em falta num escândalo exponencial.

Diante da crise de modelos, referência, tais “heróis” são vistos como modelo para milhões de pessoas que almejam o episcopado, pois  são  intitulados como “homens de Deus”, homens que julgam ter  a fé de Abraão, de Gideão, Davi, Moisés... Mas os que tem a fé de Raabe, a prostituta, que ocupa lugar de destaque entres os heróis da fé na Bíblia, fé de Abél, de Enoque, fé de João Batista, de Estevão... Não servem como referencia,  por que?  A prostituta, uma coitada, Enoque Deus levou, Abel foi assassinado, João foi decapitado, Estevão apedrejado.

Na verdade, os heróis da fé atualmente vivem a fé de Caim: Se Deus é Deus então tem que aceita a oferta do povo para minha honra e glória.... A oferta do fruto da terra é o suficiente, pensam eles. O importante é ser abençoado, é conquistar, ser feliz, tomar posse, ser cabeça e não calda,  estar por cima, passar por cima, tudo ou nada.....

E quando tais heróis descobrem que Deus não está nada satisfeito com sua oferta cainita, cai-lhes o semblante, ficam vazios, perdem as forças e só lhe restam o pecado que já batem as portas e são marcados com um sinal: Eis aí o homem assassino, responsável por milhares de vidas que morrerão sem conhecer a Jesus por causa do escândalo, responsável por milhões que perderam a fé genuína;  como disse Jesus:  melhor não ter nascido que escandalizar uns dos meus pequeninos.

Amados,  Cristo é o nosso modelo, nossa referência, Cristo é a nossa única esperança,  pois não há salvação em nenhum outro debaixo do Céu pelo qual importa que sejamos salvos.  (Atos 4.12)        

Fonte: Joel Meirinho

joelmeirinho@hotmail.com

Categoria: OPINIÃO
Escrito por Francisco Meirinho às 16h10
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05/09/2011


 
 

DEPOIS DE IRENE...

DEPOIS DE IRENE - a paz reinou...

 

Os Estados Unidos viveram dias de apreensão e até de pesadelos com a passagem do furacão denominado Irene. Pelos estragos e violência por ele provocado, a imprensa denominou-o como “a fúria de Irene”, e outros brincaram, ligando ao comportamento de algumas mulheres, que entram em estado de fúria,  em momento de crise; mas não faltaram aqueles mais românticos, ao afirmarem que, apesar da fúria inicial de Irene, o caminho que tomou foi  de abrandar-se, preferindo viver, o que realmente designa a “sua personalidade”, o seu Eu interior, o que representa a origem do seu nome – Paz. Isso mesmo! Irene, do Gg. Eirene, que quer dizer – paz -  Shalon, do hebraico. É isso que todos almejam e é também para isso que Cristo veio ao mundo: “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (profeta Isaías)

Será que existem pessoas, que apesar de se identificarem com a paz, podem em algum momento mostrar-se furiosa, capazes de provocarem grandes danos à família, à sociedade? Sim. É possível, quando a pessoa sofre uma espécie de surto psicótico, uma alteração grave no seu comportamento, como resultado de alguma anomalia no entorno de seu ambiente psíquico, ou como resultado de um estresse seguido de uma depressão profunda. Quando os discípulos, depois de dias duvidosos, por causa da morte de Jesus, Ele aparece depois da ressurreição e diz: deixo-vos a paz. Ele, anteriormente quando falou sobre seu sofrimento e morte, disse aos seus discípulos: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Por melhores que sejamos é preciso cultivar e alimentar a nossa paz interior, para evitar que entremos em paranóia, e passamos para um quadro esquisito de mistura de, amor e ódio, paz e guerra, fé e incredulidade. Willy Brandt escreveu: “A história nos ensina: basta uma pessoa para provocar uma crise, mas a preservação da paz requer o esforço de todos”.

A mistura de amor e ódio pode gerar - violência, assassinato. Na paz e guerra - preconceitos. Fé e incredulidade – fanatismo desenfreado. Mas quando isso acontece, não quer dizer que tudo será destruído, o/a Irene que deve estar em cada um de nós, pode voltar para o seu campo natural, abrandar-se e expressar o que realmente faz parte da sua missão, daquilo que é. Cristo em nós, não é somente esperança da glória, mas paz em meio aos conflitos da vida.

Paulo deixou claro, interpretando que, em nós existem duas forças antagônicas: o bem e o mal, a carne e o espírito, a paz e a guerra. Optar pelo bem, é não permitir a degradação da Irene”, ou a deterioração dos valores que cultivamos, herdados dentro de bons princípios, passados pela família e pelos líderes comprometidos com a Graça e Valores do Evangelho de Cristo.

Volto a citar Isaías, ao manifestar o pensamento de Deus quanto a sua acomodação e rejeição aos preceitos de Deus, que levou-o a perder a paz: “Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então seria a tua paz como um rio, e a tua justiça como as ondas do mar. (Is 48. 18)

Quando os discípulos atravessavam o Mar de Tiberíades houve uma grande tempestade, que atingiu não somente a embarcação, mas o coração de seus tripulantes, até que Cristo se pronunciou em disse: Mar, aquieta-te! e a “EIRENE” de cada um voltou a reinar.

Se as provações e conflitos ainda persistem em sua vida, saiba que, o Evangelho que você conhece, ou já ouviu falar, é o Evangelho da paz: “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos” . (At 10. 36)

Podemos ter uma bíblia e não termos paz. Podemos ter uma religião e não termos paz. Podemos ser assíduos freqüentadores das liturgias cristãs e não termos paz; mas jamais ficaremos sem paz se o Evangelho estiver em nós, porque nele está a vida, a luz, a segurança de que necessitamos para caminhar, mesmo nos momentos mais aflitivos de nossa existência. 

 

Francisco Meirinho

prmeirinho@hotmail.com

www.prmeirinho.zip.net

 

 

 

 

Categoria: MOTIVAÇÃO E FÉ
Escrito por Francisco Meirinho às 19h02
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