Blog do Pr. Meirinho


25/02/2012


 
 

QUE SUFOCO?

 

 

QUE SUFOCO!
São  poucos os que podem dizer – não sei o que é sufoco . – Se pensarmos na longa trajetória da vida seria difícil lembrar de todos os momentos de sufoco. Mesmo aquele, literalmente falando, o sufoco motivado pelo engasgamento o...

Na lista, aparece muitas modalidades de sufocos: Do filho que não corresponde às expectativas paternas, de um membro da família que foi gravemente acidentado, das doenças que atingem o lar, da falta de emprego, ou dinheiro para a sobrevivência e outras situações de pânicos imprevisíveis, advindo de acidentes, assaltos, crimes.

O conjunto de surpresas negativas que provocam inquietação, medo, aperto, ansiedade, pode nos levar a um estado psicológico de angústia,  sufoco, que em muitos casos, é sucedido por alivio, depois  que a tempestade passa.

Há minutos atrás, estava conversando com um parente, amante de pescaria, que disse: “Ontem passei por um sufoco ao entrar na boca da barra. Olhei para trás e vi que uma grande onda estava atingindo o barco, acelerei ao máximo o motor e consegui escapar, apesar de ser atingido parcialmente pelas ondas. Que alívio!”

Os discípulos de Jesus passaram por situação parecida. Eles e Jesus entraram num barco a fim de atravessar para a outra margem. Levantou-se uma grande tormenta, de modo que as ondas se arremessavam contra o barco. Apesar disso, Jesus dormia na popa, de forma tranquila. Seria o sono do teste aos discípulos! Será que ele estava tão cansado assim! Ou tinha uma mente tão perfeita, capaz de submeter todo o seu organismo em perfeita harmonia, apesar  dos turbilhões externos!

O barco estava pronto para ir a pique, os discípulos desesperados e Jesus dormindo “em águas calmas”. – “Mestre, não te importas, estamos perecendo!” Jesus foi despertado, não pela tormenta do mar, mas pelo tormento dos homens. Penso que ele olhou para aqueles semblantes caídos, olhos esbugalhados, mãos trêmulas, e pensou:  não posso dizer nada agora, estão muito assustados. Primeiro vou ordenar bonança, depois deixo o meu recado: - “Mar, acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança”. Jesus então acrescentou: “Como é que não tendes fé?”.

Os discípulos, num misto de sufoco e alívio – aquela sensação estranha em que aparece saliva na boca e você não sabe se cospe ou engole. Falar, só depois que um novo ar voltar ao pulmão. Se entreolharam e com toda reverência disseram: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? Aí já dá de imaginar o que sucedeu, depois da tormenta – Paz!

F. Meirinho

prmeirinho@hotmail.com

www.prmeirinho.zip.net

Suplemento

Quem na vida nunca passou por um momento difícil? Será que Jesus tem algo a ver com as nossas aflições e crises existenciais! Você não está aqui por mera casualidade. Está aqui para ser contemplado por algo especial da parte de Deus, que pode maximizar e otimizar a sua expectativa de vida.

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Categoria: MOTIVAÇÃO E FÉ
Escrito por Francisco Meirinho às 18h50
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22/02/2012


QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Refletindo sobre o dever da conversão

Embora a Igreja ortodoxa e a maioria protestante não tenha adotado um dia especial para refletir sobre o dever da conversão, todos quantos professam, ou tem algum interesse pela doutrina de Cristo devem (a meu ver) dedicar um momento, um tempo da sua vida para refletir sobre este interessante assunto – CONVERSÃO.

Ao estudar sobre conversão à luz da mensagem cristã-apostólica descobrimos com certa facilidade que está ligada ao arrependimento. Podemos dizer que, o arrependimento é essencial para que a conversão seja gerada no espírito humano.

O arrependimento vem como resultado do conhecimento que a pessoa tem de algo que acarretou um mal. Estar consciente de algo que cometemos, causou dano, foi impróprio, é um grande passo, mas ainda não é arrependimento, porque o mesmo se efetua mediante o reconhecimento da falta, acompanhado de pedido de perdão. Esta falta pode ser contra nós mesmos, contra o nosso semelhante ou que possa englobar, todos os princípios que devem  ser observados pelos cristãos.

Podemos nos arrepender dos pecados que praticamos, mas o essencial, no início da vida cristã é o arrependimento daquilo que somos por natureza. Por natureza somos pecadores. Há diferença entre o que faço e o que sou. Normalmente pecamos porque somos pecadores e não pecadores porque pecamos. Isso nos leva a compreender o que Paulo tentava explicar sobre a diferença entre pecado e pecados. Pecado é o que somos, pecados é o que praticamos. Quando nos arrependemos do que somos alcançamos a conversão, que é sinônimo de transformação, através da qual passamos a ser uma nova criatura em Cristo Jesus que nos permite viver a vida regenerada.

Os passos acontecem mais ou menos assim: Pela evangelização, ou  conhecimento do projeto de Deus, através do Evangelho descobrimos a nossa necessidade espiritual, que não é o de ter uma nova religião, mas sim de arrependimento, que se dá através da fé, que gera conversão e que resulta em regeneração pela ação do Espírito Santo. Assim, passamos a gozar de uma nova vida. Nos tornamos uma pessoa espiritual.  Consequentemente, o fruto do Espírito aparece em nós que é: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. E as obras do mal, da carne deixam de se manifestar –invejas, feitiçarias, iras, bebedices, etc. (Gálatas 5. 17-21)

Por melhor que seja a nossa religião, e por mais que praticamos as liturgias que são ensinadas, jamais nos tornaremos cristão, se ignorarmos a necessidade de passarmos pela grande metamorfose que o processo de conversão nos permite. Sem a conversão, os princípios do cristianismo se tornam loucura ou elemento de tortura paranóica.  Mesmo querendo, não conseguimos viver a vontade de Deus. Podemos até fazer a oração do Pai Nosso todos os dias, mas ficamos desapontados conosco mesmos.

Cristo nos chama para o arrependimento, para conversão, regeneração, nova vida, salvação e paz. Assim, a vontade Deus a nosso respeito será feita – assim na terra como nos céus.

Francisco Meirinho

www.prmeirinho.zip.net

 

Se desejar consulte alguns textos do Novo Testamento, que formam a base do assunto exposto: (Atos 2. 38; atos 17. 30; Romanos 6.; Efésios 4. 17-32; Romanos 2. 4; 2 Coríntios 7. 10; Lucas 15. 7; Mateus 6. 6-13)

 


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Escrito por Francisco Meirinho às 17h26
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"Desabafo Entre Os Sábios"

Autor: F. Meirinho

Quando: 22/02/2012

Desabafo Entre Os Sábios * Antes de entrar em qualquer aventura, convém primeiramente verificar se a porta de saída não é muito estreita. (Dante Veoléci) * Qando a esperança redentora no homem, termina, e o milagre acontece, aí pode ter iniciado sua fé. (F. Meirinho) * Entre pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz para a perdição e são muitos os que entram por ela. (Jesus Cristo)

Categoria: Citação
Escrito por Francisco Meirinho às 11h44
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19/02/2012


 
 

DECEPÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

DECEPÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Lendo o Novo Testamento nos deparamos com os milagres efetuados por Jesus, que se desenvolviam de várias formas, resultado de uma ou mais ações e também por razões diferentes. Isso nos leva a entender que é impossível dizer quando o milagre acontece, por que acontece e para que acontece, mesmo assim, acontecer.

Dentro desta visão vamos analisar de forma bem sucinta e objetiva o primeiro milagre de Jesus em Caná: (Jo 2. 1-12)

 Maria e Jesus foram convidados para uma festa de casamento. Ou tinha muita gente e pouco vinho, ou  pouca gente que  bebeu demais. Fico mais para a primeira opção, porque para a segunda, não havia razão de colocar mais vinho à mesa.

Maria chegou à Jesus e disse: Eles não tem mais vinho! – Replicou Jesus: Que tenho eu com isso, ou contigo? A minha hora não chegou ainda. – Decepção! Se fosse eu, com essa resposta do filho, ficaria calado, mas Maria estava orientada na linha do nível superior, por isso agiu de forma diferente: Chegou para os garções e disse: Fazei tudo o que ele vos disser.

Será que ela sabia que Jesus iria dizer alguma coisa? Será que ela estava compreendendo que a “hora de Jesus”estava chegando? Precisamos mostrar a Deus a necessidade. Maria disse: Está faltando vinho. – Mesmo que a princípio tenhamos a sensação de sermos ignorados, precisamos continuar acreditando em alguma resposta. Ela disse também aos serventes: Façam o que ele disser. – Será que, depois da resposta de Jesus, ela ainda acreditava que ele falaria algo mais, sobre a necessidade de vinho na mesa? - Creio que sim.

Imagino, Maria, de olho no comportamento do filho. Tinha ali uns potes de pedra que os judeus usavam para as cerimônias de purificação, que podiam ser colocados, em média, oitenta litros de líquido. Disse Jesus:  Encham de água e levem ao encarregado da festa. - Quando foi por ele (mestre sala) provado, chamou o noivo e disse: Todos costumam oferecer o bom vinho primeiro, tu porém guardaste o bom vinho até agora.

Lendo o texto entendemos o seguinte:

Os serventes encheram de água os potes, mas não viram nenhum milagre. O mestre sala provou o vinho e não soube que o milagre foi operado por Jesus. Pensou apenas que o noivo era um tipo estranho naquela sociedade, porque ofereceu o melhor vinho no fim da festa. Quanto aos demais convidados, não sei se perceberam alguma diferença...Agora, todos depois souberam, com certeza, que tudo isto aconteceu porque Jesus estava presente. Então a ordem foi mudada:  O noivo foi elogiado por guardar segredos; o melhor vinho foi servido depois, os convidados no outro dia diziam – Eu acho que estava melhor mesmo no fim!  Só Maria que ficou mesmo  com a melhor parte: – Chegou mesmo a hora dEle! Essa é a minha melhor hora!

Um milagre não tem muita explicação, mas quando acontece em nossas vidas, essa é a melhor hora, o momento da transformação.

F. Meirinho

prmeirinho@hotmail.com

www.premirinho.zip.net

 

 

 

Categoria: MOTIVAÇÃO E FÉ
Escrito por Francisco Meirinho às 12h58
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