O REINO E O GRÃO DE MOSTARDA

O REINO  E O GRÃO DE MOSTARDA

“O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortaliças e se transforma numa árvores, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos”. (Mateus 13. 31 – 32)

No centro do da alma de Cristo havia um grande desejo – Estabelecer o reino de Deus na terra.  Ele estava certo de que o reino já era realidade, embora não tivesse grande aparência. O reino era – a grandeza escondida no diminuto, a força escondida na fraqueza, a riqueza escondida na pobreza, a grande árvore escondida na semente.

Embora Jesus nascesse em uma humilde estrebaria, a respeito dele, anunciou o anjo à Maria: “Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará eternamente e o seu reino não terá fim” (Lc 1. 32 – 33).

As sociedades romana, grega e judaica podiam não ver nada, mas, a partir do momento do nascimento de Cristo, o reino foi implantado como se fosse uma pequena semente de mostarda, que cresceria e ninguém poderia detê-lo. Ele cresceu sob a égide de um rei, embora tenha sido rejeitado. Por isso a mensagem da vinda e chegada do reino era implacável:

1.     “Arrependei-vos é chegado o reino de Deus” – dizia João Batista.

2.     O próprio Jesus começou a pregar: “Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus” (MT 4. 17)

3.     Assim, dava continuidade ao seu ministério: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino...(MT 4. 23)

4.     Em sua mensagem de bem-aventurança aos seu discípulos, iniciou dizendo: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. (MT 5. 4).

5.     Quando ensinava seus discípulos, sobre a maneira como deveriam orar, ressaltou: Vós orareis assim: ...venha o teu reino, seja feita a tua vontade... (MT 6. 9)

6.     Instruindo seus discípulos quanto a pregação, afirmou: “... E, indo pregai, dizendo: O reino dos céus está próximo”. (MT 10. 7)

Havia o reino presente e disponível  à nação israelita, que rejeita o seu rei. Na aceitação, provavelmente tudo seria diferente para toda a humanidade: A paz poderia reinar de forma absoluta no mundo,  e a  humanidade desfrutaria dos benefícios do reino em todas as dimensões. O reinado visível e pessoal de Cristo foi adiado, mas o espiritual e interno permaneceu com toda a sua potencialidade. Apesar de se manifestar na forma de uma semente, ninguém pode negar sua extensão  em toda a parte, como se fosse uma árvore frondosa, que dá fruto no tempo hábil e refrigério ao beduíno viajor.

Pr. F. Meirinho

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