Blog do Pr. Meirinho

MISCELÂNEA


09/12/2012


 
 

UMA FAMÍLIA ABENÇOADA

Uma família abençoada precisa ter faro para descobrir o que realmente constrói, e ter sutileza para detectar tudo quanto conspira contra  bom andamento familiar.

É preciso ter discernimento e depois objetivo claro para dar importância aos valores da família,  e nada melhor do que começar da maneira correta, para evitar que ela tome rumo diferente, comprometendo o bom andamento, e a base na qual ela se fundamenta.

A família se inicia quando duas pessoas resolvem construir um sonho em parceria. O primeiro passo foi sonhar, o segundo amar e os demais consistem em construção de pontes de relacionamentos, considerando que o outro é um ser, com todas as características de individualidade, mas que opta, por viver a vida à dois, em busca de um projeto  duradouro.

O gênesis bíblico  se dedica, tanto a mostrar a origem das coisas, quanto mostrar de  forma indelével  a origem da família, que expressa princípios que até hoje são de fundamental importância, se colocados em prática.

1.    DEIXAR PARA UNIR-SE

1.1 – Partindo do princípio de que Deus conhece  o que é melhor para a humanidade, no contexto familiar, afirmou: “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2. 24)

1.2  - Vamos analisar o texto, destacando as partes relevantes, em ordem:

a)    “Deixa o homem pai e mãe”. Quando alguém sonha em casar, já deve fazer parte do sonho, a separação da casa dos pais. Muitos problemas são gerados no novo casal, porque não foi incluído a construção do lar, fora da casa dos pais.

b)   “Se une à sua mulher”. Desligar-se do ambiente do lar paterno, não ajuda só na construção do novo lar, como também proporciona um ambiente favorável para a união, em vário aspectos: físico, emocional, espiritual, etc.

c)    “Tornando os dois uma só carne”. Embora alguns pensem que, tornar-se uma só carne é resultado da relação sexual, devemos entender que o sentido é muito mais abrangente. O texto dá a entender que chegar a ser – uma só carne – é resultado do processo: DEIXAR – UNIR-SE E, TORNAR-SE. Há casamentos que aconteceram em crise, se estabeleceram em crise e alguns se mantiveram em crise. Quando a crise é permanente, pode ser que o processo não chegou ao seu ideal.

d)   Deixar o velho lar, o lar da infância e da adolescência, não caracteriza abandono dos progenitores, mas uma grande oportunidade de gerar o seu próprio lar, na dimensão conjugal e no modelo de Deus. Quando isso acontece os dois lados paternos, serão mais reconhecidos, e os cônjuges aprenderão a viver sem interferência nociva sobre o novo lar.

2.    NO NOVO LAR, COMO FAMÍLIA ABENÇOADA

2.1 – Devemos estar atentos para evitar de começar um casamento sob estigma de maldição.

a)    Se não abandonar o lar paterno, o casamento já começa com dificuldade. Precisa focar em outras situações que não seriam necessárias.

b)   O desgaste emocional gerado impede o foco principal do novo cônjuge, e a relação começa sofrer os primeiros desgastes. Você já ouviu: “A primeira impressão fica”. O novo lar precisa ser bem impressionado, par iniciar aberto para ser abençoado - por Deus, pelos familiares e pelos amigos. Um para o outro, sem interferência de terceiros tem melhores chances de produzir boa impressão.

2.2 – O lar abençoado distinguirá com maior facilidade, sua prioridade, e o resultado é:

a)    Confiança mútua. Que  representa a fé, o confiar no outro. Muitos ciúmes doentios surgem no início do casamento, e até antes, como resultado de distúrbios gerados durante a relação.

b)   Vida íntima bem resolvida. Sexualidade no âmbito de um lar na perspectiva de Deus, não envolve só o corpo, as paixões, o amor erótico, mas a tudo que faz parte da vida conjugal. Sexualidade ultrapassa o tangível ocupando todas as dimensões do ser.

c)    Relação espiritual com maturidade. A relação com Deus é mantida ou desenvolvida num padrão de eficiência, na qual, a confiança e a fé são preservadas, apesar das dificuldades, e a responsabilidade conjugal é assumida, sem subterfúgio, porque ambos serão encorajados, não somente a encarar a nova realidade, mas também, determinados a construírem um lar exemplar, no qual, seus futuros filhos serão bem aceitos. 

d)   Relação social buscada e bem gerida. Novos amigos serão conquistados, os demais amigos reconhecidos. Os novos parentes respeitados e aceitos. 

3.    DEUS DESEJA ABENÇOAR OS LARES

3.1 – Com a presença de filhos: Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava. (Sl 127. 4-5)

3.2  - Com a presença da mulher – esposa: Tua esposa no interior da tua casa será como videira frutífera; teus filhos como rebento de oliveira à roda da tua mesa. (Sl 128. 3)

3.3  - Com a presença dos pais e filhos: Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais. Todos acabam se tornando em glória, triunfos, troféus da vida.

a)    Deixe sua família seguir seu fluxo normal. Deus continua festejado com todas as famílias da terra.

b)   Um jovem bem resolvido, um esposo feliz, uma esposa realizada e agradecida, uma criança sorrindo, é tudo que Deus sonhou, sonha e deseja para a sua casa, família, lar.

 

Pr. F. Meirinho

www.prmeirinho.zip.net

 

Escrito por Francisco Meirinho às 18h27
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18/11/2011


 
 

MÃO EM CUMBUCA

MÃO EM CUMBUCA

Certamente já ouviu esta expressão: “macaco velho não põe a mão em cumbuca”. Cumbuca é fruto da planta da família das cucurbitáceas, que tem a forma de uma pêra com uma casca resistente. Caçadores no passado colocavam frutos dentro, para atrair  macacos novos, que eram facilmente capturados porque colocavam “a mão para apanhá-los”e ficavam presos, dai a expressão acima.

Cada um de nós frequentemente ouve – o fulano de tal, entrou numa enrascada, está atribulado, está com a vida complicada. Em muitas situações o fulano -  meteu a mão em cumbuca - caiu numa armadilha, arranjou uma encrenca. Aí vem os problemas, os resultados, a dor de cabeça, normalmente gerados por algum tipo de imprudência.

Salomão adverte: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19. 2). Quantas dores, decepções, prejuízos poderiam ser evitados, se fôssemos mais comedidos, mais prudentes, e tivéssemos mais lucidez.

Alguns anos atrás foi encontrado no bolso de um suicida, em Indianópolis – MG, uma carta dirigida ao delegado da cidade com o seguinte teor:  “Dr. Tive uma infelicidade de me casar com uma mulher viúva, que tinha uma filha. Se soubesse disso jamais teria me casado. Meu pai, para maior desgraça, era viúvo e acabou casando com a filha da minha mulher. Daí minha mulher tornou-se sogra de meu pai, minha enteada ficou minha madrasta e, meu pai era, ao mesmo tempo, meu genro. Depois de um tempo, minha enteada deu a  luz a um menino, que se tornou meu irmão, porém neto de minha mulher, de maneira que fiquei sendo avô de meu irmão. Passou um tempo, minha mulher ganhou um menino, que, como irmão de minha madrasta, era cunhado de meu pai e tio de seu filho, passando minha mulher a ser nora de sua própria filha. Dr. – lamentou ele – Fiquei sendo pai da minha mãe, irmão de meu pai, e minha mulher sendo minha avó, já que é mãe de minha mãe. Assim, acabei sendo avô de mim mesmo. Antes que a coisa ficasse mais complicada, resolvi desertar deste mundo”.

Você entendeu? Achou complicado! A vida é maravilhosa, mas cada vez que agimos de forma imprudente, e caímos em cilada, colocando “a mão em cumbuca” entramos em enrascada, transformando a vida numa verdadeira encrenca.  Mesmo que isso aconteça, não é preciso desespero, nem suicídio, Deus em seu amor deseja nos ajudar a sair das enrascadas para uma vida de bênçãos. “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita, e te digo: Não temas que eu te ajudo (Isaias 41. 13).

F.  Meirinho

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Escrito por Francisco Meirinho às 10h49
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